O Lado Bom da Vida

O lado bom da vidaO filme é baseado no livro de mesmo nome do autor Matthew Quick. A adaptação para o cinema ficou por conta de David O. Russel, que dirigiu o maravilhoso O Vencedor. Aliás, devo confessar que não esperava nada deste filme até saber quem era o diretor, que entrou pra minha lista de favoritos depois que assisti O Vencedor. A história gira em torno do personagem Pat Solitano, que começa o filme saindo de uma instituição psiquiátrica e retorna para a casa de seus pais. Depois de um surto causado por um acontecimento drástico em seu casamento, ele passa um bom tempo fazendo tratamento para seu distúrbio bipolar. De volta a vida em sociedade, Pat tem um novo lema: A positividade acima de tudo. Sua palavra de ordem é “Excelsior”, que significa algo como grandioso, sempre em frente, mais ao alto, etc. Porém toda essa mudança de comportamento tem um só objetivo, reconquistar sua ex mulher, Nikki.

A história se desenrola em dois pontos chaves. O primeiro é a convivência de Pat com sua família, em especial com seu pai obsessivo compulsivo e viciado em apostas, personagem interpretado magistralmente por Robert de Niro. O conflito e adaptação dos dois personagens rende cenas engraçadas e dramáticas, mas todas leves e sutis. O segundo é a relação de Pat com Tiffany, cunhada de seu amigo que entra em sua vida de repente. Tiffany é uma mulher complicada, assim como Pat teve um incidente traumático em seu passado recente que a fez ter alguns problemas psicológicos. Os dois se aproximam e começam a se ajudar mutuamente, a partir dessas relações o filme se desenrola.

 Cena de O lado bom da vidaO filme é basicamente um drama com toques de comédia romântica. O ritmo do roteiro é leve e agradável, o que é um ponto muito positivo, pois um tema pesado como distúrbios mentais consegue ser tratado de forma leve e sutil. As atuações de Robert de Niro e Bradley Cooper são grandes deleites ao telespectador. O primeiro já esperado, já o segundo confesso que me surpreendeu. Bradley consegue captar a essência do personagem e nos presenteia com uma bela atuação. Jenifer Lawrence ganhou o Oscar por seu papel no filme, o que na minha opinião não foi merecido. Não que ela não tenha feito uma boa interpretação da personagem, mas em minha opinião não foi merecedora de um Oscar. A direção de Russel repete a maestria de O Vencedor, conduzindo o filme de forma ágil e ao mesmo tempo tranquila, com cenas adoráveis e um ritmo perfeito para a história.

O Lado bom da vida é um filme que traz uma história pesada contada de forma sutil. Não é um filme que revoluciona nem traz nenhuma grande novidade. O final é previsível como todo final de comédia romântica, porém neste caso eu diria que ele é necessário, durante todo o filme Pat fala sobre sua crença na felicidade e em finais felizes, portanto nada mais justo que ele ganhasse um no final. Em resumo, um filme simples e agradável, porém com um grande diferencial, o de fazer o telespectador pensar sobre um tema dramático e difícil de forma divertida e natural.

  Nota: 8.0

Confira o trailer: