O Concurso

O ConcursoO cinema nacional tem uma nova aposta e parece que está dando muito certo, pelo menos do ponto de vista das bilheterias, a comédia. Com títulos recentes que rendeam muitas cifras e lotaram os cinemas como Os penetras e o atual minha mãe é uma peça, este gênero vem se firmando como a nova tendência do cinema brasuca. O concurso traz uma fórmula conhecida e que tem agradado ao público brasileiro, um elenco de estrelas e uma história simples e sem muito mistério. Adicionando a isso piadas gastas porém ainda engraçadas, voilá temos uma comédia despretensiosa porém muito divertida e agradável.

 A tema central é a prova final do concurso público para juiz federal, realizada no Rio de Janeiro, nela participarão 4 finalistas de personalidades bem pitorescas. Temos um paulista do interior que é o nerd estereotipado, um gaúcho gay enrustido, que sofre uma forte pressão do pai para que se torne juiz, um ingênuo cearense que se agarra a todo tipo de reza e crença para ajuda-lo na empreitada e o típico carioca malandro que sempre tem um jeitinho para resolver as coisas. Os quatro se encontram e são unidos por uma idéia, a de conseguir o gabarito da prova. A partir dai eles se metem em situações inusitadas e hilárias.

 As atuações de Fábio Porchat e Danton Mello são os destaques do elenco. O primeiro com o seu já conhecido talento para comédia que funciona e o segundo que se mostra bem a vontade no papel do carioca malandro e consegue ser o personagem menos caricato da trama. Alguns estereótipos não me agradaram muito como o dos anões. A participação de Sabrina Sato é sofrível, sua atuação é péssima e chega a dar vergonha alheia. Uma das melhores cenas do longa é quando os quatro estão em um baile funk em um morro carioca e três deles tomam bebidas batizadas com ecxtasy. O final é bem costurado e agrada de forma geral, mostrando um desfecho justo onde somente um deles (o que mais merece e o que realmente deseja) consegue o tão almejado cargo de juiz.

Cena de O Concurso

 De forma geral, O concurso é uma comédia leve que não inova. Traz temas e piadas batidos e se baseia nos estereótipos brasileiros. Algumas piadas funcionam, outras são bastante forçadas. Para alguns o filme pode parecer ofensivo, em minha opinião é somente uma comédia despretensiosa que diverte e faz o seu papel ao fazer o público dar umas boas risadas e refrescar a mente por 87 minutos.

Nota: 7.0

 

 

 

 

Confira o trailer: