Drácula: A história nunca contada

Drácula: A história nunca contada surge trazendo uma nova premissa para uma história clássica já refilmada tantas vezes no cinema, a história do vampiro mais famoso do mundo, que deu origem a tantos outros longas e  inspirou escritores e roteiristas muito antes da moda dos filmes de vampiros começar, o Conde Drácula. O filme promete mostrar uma história desconhecida de como o  homem se tornou o monstro e a verdade por trás do mito. Em 1993, Francis Ford Coppola trouxe as telonas Drácula de Bram Stoker, uma adaptação bastante fiel do livro do escritor irlandês, que foi grande sucesso de público e crítica. O filme apesar de ser bastante fiel ao livro, como quase sempre acontece, mudou um ponto central da história. No livro não há nenhuma tentativa de explicação sobre como o Conde se torna vampiro e sua obsessão por Mina não tem uma explicação, no filme de Coppola, Mina é retratada como a reencarnação de Elisabeta, noiva de Drácula, quando este ainda era humano. O novo longa se baseia em parte no livro ao retratar Drácula como Vlad Tepes, um príncipe guerreiro da Romênia que realmente existiu e serviu de inspiração para Stoker compor seu livro e também pega muita coisa do filme de Coppola, portanto a história não é tão não contada assim como promete o título.

Drácula

 

A história começa em meio ao século XV, na Romênia durante o Império Otomano, mostrando o príncipe Vlad Tepes voltando ao seu lar na Transilvânia, após anos de guerra. Agora junto a sua amada esposa e filho, ele só deseja governar suas terras em paz. Após ter sido criado como refém e obrigado a lutar pelos turcos, ele finalmente está de volta a seu lar e deseja esquecer os horrores da guerra e seu passado sombrio como Vlad, o empalador que matou milhares de homens no campo de batalha. Porém o novo sultão turco quebra o acordo de paz e reivindica uma antiga tradição já findada, a entrega de 1.000 jovens da Transilvânia para lutarem em seu exército inclusive o filho de Vlad.  O príncipe então toma a decisão de não ceder a exigência, declarando assim guerra declarada ao exército turco. Desesperado e decidido a salvar sua família e seu povo da aniquilação, ele procura uma misteriosa criatura que vive no alto de um rochedo e todos dizem ser amaldiçoada. Lá ele fará um acordo sinistro que comprometerá sua alma em troca de poderes para vencer a guerra e salvar sua família.

Drácula

 

O filme tem seus altos e baixos, alguns pontos altos são a boa atuação de Luke Evans, que se esforça para defender seu protagonista, as ótimas cenas de luta e o clima de suspense bem conduzido além da fotografia e o clima medieval perfeitos. Também vale destacar que o filme reforça a questão do poder de destruição do vampiro e sua violênca, algo um tanto esquecido nas produções do gênero ultimamente. O filme gera sensações conflitantes, por um lado ao se prender a figura histórica de Vlad Tepes e mostrar a origem humana do Conde Drácula o filme agrada, porém este Drácula não traz o magnetismo do Drácula de Stoker e de Coppola. A motivação de Vlad é puramente moral e ele se sacrifica para salvar seu reino, como um bom cristão, em nenhum momento há o conflito interno e a entrega as tentações das trevas. Falta um pouco de tempero ao personagem, que acaba ficando em alguns momentos como um típico mocinho sem sal de filmes de drama. Além disso, não há o magnetismo sexual característico do vampiro. De uma forma geral, para os fãs da história (como eu) o filme vale muito a pena e mata a saudade do Conde Drácula, já que desde 1993, as produções que surgiram não merecem nem 5 minutos de atenção como Drácula 2000 e outras porcarias. Porém não se compara a obra prima de Coppola. Para o público em geral é um filme que entretém, prende a atenção e conquista pelas cenas de aventura e ação, bem superior aos filmes sobre vampiros que tem sido produzidos nos últimos tempos.

 

Nota: 7,5

 

Confira o trailer: